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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei Jorge Kishikawa




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    01-jul-2011

    O Coronel e a Espada

    "Não pude ficar para a comemoração do Gashuko na praça do Grajaú, embora o local me traga inúmeras recordações, uma vez que foi palco de minha adolescência como morador do bairro nos anos sessenta, em plenos "anos dourados". Tinha de encontrar a esposa no aeroporto para retornar a Volta Redonda e senti que não iria resistir à oportunidade de celebrar com alguns chopps bem tirados o sucesso do Gashuko junto ao Sensei e na companhia dos cohais e sempais do Niten Rio (se dirigir não beba...).
     
    Mas gostaria de registrar  as minhas impressões e sentimentos. Inicialmente em relação ao difícil trabalho que o Sensei projeta e lidera, de resgatar a arte da espada japonesa e os preceitos do verdadeiro caminho do Guerreiro. O que me atraiu e me mantém ligado ao Niten não é a prática da arte marcial em sí (já guardava o orgulho de ter sido campeão brasileiro absoluto de judô do Exército, em 1971 - apesar dos meus 67 Kg à ápoca- como Shodan graduado pelo Dai Nippon Budokukai) nem o próprio "caminho", que já foi por mim trilhado quase até o seu final e no qual deixei marcas e referências das quais muito me orgulho. O que me mantém lutando pela proficiência no manejo da espada, pelo atingimento do ideal do "espírito vazio" no momento do embate e por manter uma condição de resistência física que não envergonhe os meus adversários ao terem que cruzar espada comigo é justamente a grandeza e a importância do projeto do Sensei. Desde o meu primeiro contato com o Niten, em Brasília, em Março de 2004, percebí o universo que iria se abrir à minha frente caso tivesse a persistência e a fé que a prática do Bushidô exigem, às vezes mais para se preparar psicologicamente e chegar aos Dojôs do que para neles permanecer.
     
    O Gashuko de domingo passado foi um exemplo disso. Não só pela superação pelas três horas de combate ininterrupto e pela certeza de que não estava sendo intimidado pelo cansaço, justamente porque estava presente a sensação de que a técnica escolhida para aprimoramento estava sendo testada ao máximo mas, principalmente, porque as palavras do Sensei nos momentos de ouro me trouxeram de volta àquela impressão inicial e a certeza de que sonhamos todos o mesmo sonho. 
     
    A minha admiração a todos do Niten que são capazes de manter vivo um ideal tão antigo e o meu profundo agradecimento ao Sensei, que nos permite uma oportunidade de aperfeiçoamento tão completa. Com se diz na minha Cavalaria, que os nossos estribos (espadas) se choquem no futuro, em cavalgadas (embates) sem fim, pois assim estará selada para sempre a nossa amizade.
     
    Arigatô Gozaimashita, Sensei" - Del Rio (Niten Rio de Janeiro)
     





    Del Rio guarda semelhanças comigo por também ter sido militar do exército (Coronel).
    Veio minha lembrança de quando era médico militar . Na época cuidava das lesões dos atletas de judô, bem como os preparava para ter uma melhor performance nos campeonatos, que eram bem disputados.
    A geração de Del Rio era casca grossa, era muito gratificante poder acompanhá-los.
     
    Fico muito contente em saber que um ex-campeão brasileiro de Judô das Forças Armadas "mantém lutando pela proficiência no manejo da espada, pelo atingimento do ideal do espírito vazio no momento do embate e por manter uma condição de resistência física que não envergonha seus adversários."




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