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Mural Niten Brasília


Coordenador de Taguatinga é 2º lugar geral no 10º TBIK

por Niten DF - 22-mai-2011



Um dos primeiros discípulos do Sensei Jorge Kishikawa em Brasília, o Senpai Patrick iniciou cedo seu treinamento em 2003, ainda com a idade de 11 anos.

Desde então, esteve sempre presente aos treinos, mesmo mantendo-se focado também nos estudos, desde a época de aluno do Colégio Militar de Brasília, e seguiu em busca de seus objetivos: hoje é aluno do curso de Odontologia na Universidade Federal de Brasília.
Sempre muito discreto e atento, sem deixar de ser alegre e comunicativo, destacou-se no apoio às atividades do Instituto em Brasília, tornando-se Coordenador da Unidade Taguatinga em 2010.

No 10º Torneio Brasileiro de Kobudo, realizado em Belo Horizonte no último dia 14 de maio chegou “quietinho” como um bom mineiro (é natural de Juiz de Fora!) e conquistou medalhas em todas as categorias disputadas, ficando assim em segundo lugar no troféu Kobudo!
 
Omedetou gozaimaissu, senpai Patrick !

Tags: Torneio,
comentários  

Silva - RecifeOmedetou gozaimassu Patrick!
Precisamos cruzar as espadas, espero ter oportunidade
Arigatou gozaimashita!
Sayounara.

Valberto - GamaSenpai Patrick é sempre uma fonte de bons conhecimentos. Sempre que paramos e o ouvimos no treino aprendemos alguma coisa.
Domo Arigato gozaimashita!!

Cadu - BrasíliaIn vino veritas

Após todo momento importante, quer seja solene, envolva grande emoção ou acarrete uma sutil porém poderosa mudança em nossos rumos, o momento de reflexão surge para "arrumar a casa"; perceber-se, à distância proporcionada pelo tempo, o que tais eventos acarretaram em nossa jornada e que não podíamos visualizar no fragor dos acontecimentos. Após encerradas as atividades do 10º TBIK, já no avião de volta para Brasília, a mente se voltava ao passado recente do dia anterior. Duas lutas foram marcantes do ponto de vista pessoal: na categoria quinto kyu e acima com o Senpai Patrick Lopes de Brasília e com o Senpai Joel, da Argentina, na categoria Senior. Para o momento, foram desafios diferentes, com as considerações de sempre: a estratégia a ser usada, a adrenalina que se acumula ao longo da espera, potencializada à entrada da área de luta, etc.
Mas na poltrona do avião, baixada a poeira dos combates e agora entre às nuvens de volta para casa, mais uma vez a frase de Ortega y Gasset, "um homem é ele e suas circunstâncias" voltou a imperar em meus "momentos de ouro" pessoais. As duas lutas sintetizaram dois momentos da vida. Com Senpai Joel, a visualização no oponente de alguém não tão mais velho (dois anos de diferença) mas bem mais antigo cronologicamente no Niten e tremendamente mais calejado nos meandros do caminho da espada. Um gigante que se aproximava vagarosamente para um único e definitivo golpe a finalizar rapidamente o confronto, concedendo-me a honra de partir para cima dele e lutar o bom combate. Foi uma boa "morte".
Desta perspectiva, o combate seguinte ganharia outras cores. Veio-me à lembrança de um rapazinho vestindo kimono e rakamá com quem conversei à primeira fez há cerca de oito anos quando ingressei no Instituto, comentando algo que agora já não me lembro mais do que se tratava. Mas a sensação causada ainda é muito vívida, pois admirei em alguém tão jovem não apenas a pertinência do que era dito, mas a suavidade e a educação tão raras hoje em dia em uma geração bombardeada por modernidades nem sempre tão benéficas para a convivência diária. Pouco depois soube que era um dos filhos do então capitão, agora major e - sempre Senpai -Ricardo Lopes, a quem fora apresentado pouco antes,.e da kaikei – e sempre madrinha - Silvana Lopes.
Pude testemunhar, enquanto aumentava o número de cabelos brancos destinados a clarear minha jornada, aquele garoto esticar de tamanho até ultrapassar a minha própria altura, engrossar a voz e emagrecer enquanto batalhava para passar no vestibular da Universidade de Brasília, até se tornar estudante de odontologia. O kimono ficara azul, o braço direito cada vez mais colorido de graduações acrescido de uma divisa "Coordenador". Vi indignado – agora posso dizê-lo –-vítima de injustiças provenientes de pessoas menores que agora já estão merecidamente no passado, apenas para aumentar a admiração pelo fair play que já visualizara anos antes naquele primeiro treino na Unidade Brasília. E era ele que agora, do outro lado da área de luta, com seu "do" vemelho com uma árvore dourada, eu estava prestes a enfrentar, para, conforme combinamos momentos antes, já de bogu, dar-mos o melhor no combate. Talvez tenha sorrido na hora, dentro do "men", não lembro. A adrenalina não deixou passar este detalhe. Mas minha surpresa, retornando do devaneio em minha poltrona de avião, é que tinha os olhos marejados. "Deve ser a cerveja que acabei de tomar que me deixou emotivo..." pensei. Mas a referência pessoal era inegável. Pude interagir com dois momentos diferentes do caminho: O Senpai Joel mais à frente mas com uma energia tão renovada, e o Senpai Patrick, com tanto caminho a trilhar, já tendo trilhado tanto em pouco tempo, com sua suave e intensa energia se solidificando com as experiências da vida. Me senti igualmente jovem...
Só para encerrar: No combate com Senpai Patrick consegui sobreviver algum tempo mais para, da mesma forma que no outro combate, ter uma "boa morte". E sobre a cerveja do avião, bem, os romanos tem uma frase para nossa disposição emocional após a ingestão de uma dose de vinho: "in vino veritas". "No vinho está a verdade". Deve valer também para cerveja...

Lea - TaguatingaKonbanwá mina-san. Gostaria de compartilhar alguns fatos. Por problemas pessoais, por mais de um mês fiquei afastada dos treinos. Retornei dia 07/05, mas com a dúvida de continuar a treinar ou não. Estava fora de forma, péssima concentração e baixa energia. No final da aula, comentei com senpai Silvana sobre a dúvida em permanecer na atividade. Antes que eu percebesse, ela chamou senpai Patrick e contou a ele. Expliquei a ele a minha preocupação em levar um ``Ki`` tão pesado para o dojô. Não seria justo com meus colegas de espada. Ele me respondeu: ``Não há esse risco. Não fazemos o mokussô?``. Nesse mesmo dia, ainda, senpai Patrick havia falado nos momentos de ouro a respeito de quatro princípios para enfrentar e resolver situações difíceis. Aquelas palavras pareciam ter sido ditas para mim... Voltei para casa com todas aquelas palavras e cenas povoando minha mente. Decidi voltar aos treinos. Quando vi no ``site``a conquista de senpai Patrick no TBIK, fiquei muito, mas muito feliz. Senti um orgulho que não sabia de onde vinha. Sábado passado, dia 21/05, senpai Patrick destinou os momentos de ouro para falar do torneio. Ao falar de seu resultado, disse que a vitória foi fruto de todos nós e não somente dele. Aí eu descobri de onde veio aquele orgulho que eu senti: saber que eu pude contribuir um pouquinho para o resultado. Porém, mais importante do que a vitória, é a oportunidade de aprender e conviver com um senpai generoso e de personalidade marcante. Domo arigato gozaimashita senpai Patrick pelas palavras de força e compreensão.

Furtado - TaguatingaOhayo!
Tenho certeza que foi uma vitória não só de Taguatinga, mas do DF todo.
Um senpai firme, discreto e com uma personalidade forte.
Domo arigato gozaimashita Senpai Patrick.

Otavio - BrasíliaHi mina san!!
Quem treina aqui em Taguatinga, e presta atenção nos treinos, entende o porque disso!
Para todos, antigos e novos, acredito que este é um exemplo a ser seguido! Sem chamar a atenção, sempre firme, mantendo os ensinamentos do Sensei!
Tenho certeza que todos os colegas de treino de Brasília, assim como sua família estão orgulhosos deste feito!
Omedetou gozaimassu Sempai!!

Ferreira - TaguatingaKombanwa!!
Realmente ``quietinho`` se aplica muito bem ao jeito so Senpai Patrick, mas para aqueles que frequentam o treino do Senpai sabe que ``quietinho`` nao se aplica em nada aos treinos!
Omedetou gozaimasu Senpai pelas conquistas e por todos da unidade que o ajudaram a chegar onde ele esta hoje!
Domo Arigato gozaimashita!!



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