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Café com o Sensei

Pensamentos e comentários do Sensei Jorge Kishikawa


Últimas postagens:

09-set-2014

Santos 1 - Rimos bastante

O sábado deste fim de semana foi agitado.
Mesmo sendo uma manhã fria (e talvez a última deste ano) onde o termômetro marcou o seus 12 graus na Unidade Vila Mariana/templo Nikkyoji, os alunos compareceram ao asageiko (treino da manhã).
A turma das 07:30, do Katori, pôde vivenciar um pouco do Kangeiko (treinamento de inverno) realizados no Japão.
Iai, Kenjutsu e Kir Jovem aqueceram o dojo e "matando" o frio.
Findo o treino, peguei o carro e descemos a Serra. Aqui no Niten, quando falamos em "serra", temos a Serra da Cantareira e a Serra do Mar. Desta vez, foi a Serra do Mar.
Destino: Unidade Santos.
Foi um dia que, apesar do "bate-volta", rimos bastante.
Veja:


"Ver o Sensei pela primeira vez, nesses primeiros meses desde que ingressei no Instituto Niten, me deu ainda mais força de vontade em trilhar o Caminho." - Erick







"Achei que a energia das pessoas do treino estava elevada e que todos estavam empenhados em fazer o melhor e o correto." - Hada (Unidade Santos)





"Para mim uma certeza: Treinar, treinar e treinar! Isso é o mínimo que posso fazer pelo Sensei e compa nheiros do Niten. Meu esforço, assim como de todos, ajuda o aprimoramento da técnica, da serenidade, da segurança (evitando acidentes e sapinhos) e o fortalecimento do dojo."  - Humberto (Unidade Santos)






"Já tive a oportunidade de viajar com o Sensei e treinar como um visitante, desta vez pude ver o "outro lado", treinar como um anfitrião, junto a todos que treinam em Santos. 
Certamente aprendemos muito neste dia, pois as correções do Sensei são capazes de iluminar nosso entendimento das técnicas e nos fazer focar ainda mais. Mesmo não tendo colocado o bogu completo aprendi muito, não só da parte técnica mas também da maneira de passar essas técnicas aos que estão iniciando o caminho.
Agradeço ao Sensei, a Sensei e os meninos pela visita. 
Suamos, gritamos, levamos bronca, aprendemos e rimos bastante.
Realmente foi uma ótima tarde!"
- Hideki

01-set-2014

Religião e Niten

Dizemos no Niten que ao receber o 5º kyu, faixa laranja, aqui no Niten o aluno fez o seu"batismo".
Entrou no portal. Acabou a moleza
Doravante será um Caminho não só de flores, mas com espinhos, pedras e ladeiras íngremes.
Independente de religião ou crença, este "batismo" tem como objetivo torná-lo ciente e responsável pelo resgate e manutenção da tradição dos guerreiros samurais, onde ego ou preguiça não têm a sua vez nem lugar.
E, quando o aluno é adepto de alguma religião, seja ela budista, católica, candomblé, muçulmana ou qualquer outra, ao treinar no templo dos Samurais, ele se torna mais forte como guerreiro e mais fervoroso em sua fé. 
Sem deixar de lado a compaixão e tolerância com todos. 

O Niten ajuda na fé e vice e versa.
Confira no depoimento de um recém graduado faixa laranja em Kenjutsu:



"Entrei no Niten no mesmo ano em que me converti ao Islam e posso dizer que meu amadurecimento como muçulmano se deu juntamente com meu caminho no Niten.

Não só em questões de conduta, mas até mesmo de metodologia. Temos de exemplo a preservação do conhecimento que nos chega através do Sensei e tem uma linha de transmissão ininterrupta até o Musashi Sensei. Da mesma forma funciona na religião, onde o professor que nos ensina aprendeu com outro professor, e essa linha segue até chegar ao profeta Muhammad (saws). Sem contar o quanto os Momentos de Ouro me ajudam a assimilar algo na religião, e vice-e-versa.
De qualquer forma vejo que ambos os caminhos tem foco na preservação da dignidade humana, e posso dizer que o Niten me ajudou a ser moderado. 
Difícil achar um exercício que mantenha corpo, mente e espírito saudável como faz o kenjutsu.

E assim está sendo meu caminho, com a permissão de Allah. Todo louvor a Allah, o Senhor dos mundos.

E ao Sensei, Domo Arigatou Gozaimasu"
  - Igor (Unidade Sumaré) 




Niten na Igreja Matriz de Santo Antônio - Tiradentes MG

27-ago-2014

Vamos ver no que Dá

Há uma certa ansiedade para todo aquele que resolve iniciar em alguma prática marcial.
E com razão.
Diferente de ser apenas um jogo sem consequências, esta pode sair cara: uma lesão ou algo deste gênero.
Outro aspecto é que em muitos locais, vai ter de rolar no tatame com "pitbuls" ou mestres arrogantes. Nada agradável mesmo.
O cúmulo do surreal chega ao ponto de que em regiões longínquas das grandes capitais , se chega a permitir uma luta "livre" entre você (que acabou de se inscrever) e um faixa marrom. Surreal.
Sendo assim, convido a você  assistir então a ver o que se passa aqui no Templo dos Samurais (e não uma academia).
Um lugar onde você aprende a viver como a água, lutar como o Fogo e respirar como a Árvore.
Como nos mostra o vídeo, "Vamos ver no que Dá":


14-ago-2014

Cuspir na Porcelana

Hoje vou lhe dar um conselho através das palavras de um jornalista que esteve aqui comigo:

"Durante a semana que passei treinando em São Paulo, lembrei de diversas situações passadas que adquiriram novas luzes para orientar o futuro.

Em uma delas, após uma apresentação na Livraria Cultura de Brasília, uma moça se aproximou de um dos monitores e o cumprimentou. "Gostou da apresentação?" Ele perguntou à pessoa que era sua conhecida. Ela respondeu "muito bonita. Pena que seja tão belicista". Diante dá expressão pasmada do monitor, ela começou a desfiar um discurso sobre estímulo a violência, etc.

Difícil explicar o que é a espada que dá a vida a quem não está preparado para consumir o biscoito fino que é oferecido a quem faz o caminho. E quem o trilha muitas vezes não entende. Assim são os casos de quem, talvez feridos no próprio ego, não percebem que esta parte de nós mesmos é o verdadeiro inimigo. E atolados na lama da autocomiseração se revolvem acreditando se libertar e estimulam a espiral de ódio que determina a roda maldita que gira sempre no mesmo lugar.

O Sensei afirma:
-"Não tem consciência de que este é o caminho da infelicidade, e do fundo de sua frustração tentam cuspir na porcelana que os alimentou".
- Cunha (Unidade Brasilia)


Porcelana do período Meiji - doado pelo Shihan Otake Risuke - acervo do Sensei



Falando em uma linguagem simples: Não são todos que compreendem o verdadeiro caminho.
Os que não compreendem são como mulheres que são levadas no "papo" pelas palavras dóceis daquele sedutor. Perdem tempo em treinamentos exaustivos que levam a colecionar medalhas e graduações. E, quanto mais se graduam, menos deixam de viver. A família, os filhos, os netos e até a religião é esquecida (longe de falar como um monge). Quando acordam (e se acordam), perceberam que os seus 20 anos se foram à toa.
Também há os que (e você haverá de lembrar alguma cena de algum filme hollywoodiano) como aquela mulher abandonada, continuam correndo atrás e caluniando aquele seu ex-companheiro.

Mas então, por que isto ocorre, se ela já está com o outro?
Das duas uma: ou porque ela ainda gosta do ex (o que não tem jeito), ou porque o outro não é tão bom assim (não satisfaz plenamente?), pois se assim fosse já teria deixado de lado. Seria uma mulher feliz...

Seja lá o que for, são todos atos indignos de infelizes "cuspindo" na porcelana que os alimentaram.

Ouça com atenção esta música e cuide-se para não ser infeliz e não ser alvo desta piada:



¨andando em linhas tortas¨

 


13-ago-2014

Gashuku 4 - Estaca zero

"Rever o Sensei após 10 anos desde o meu primeiro contato com o Kenjutsu foi voltar no tempo.
Percebi que, mesmo passados tantos anos, a filosofia, a cultura e, principalmente, os ensinamentos transmitidos pelo Sensei Jorge Kishikawa, permanecem inalterados. O que muda é o tempo, os acontecimentos em torno de nossas vidas. Porém, durante os dois anos iniciais do NITEN em Sorocaba, mesmo tendo me afastado dos treinos devido ao meu trabalho, o que retive de conteúdo e estratégia nos treinos me foram muito úteis no cotidiano, fosse em nível profissional como pessoal.

Para quem não está acostumado com a cultura japonesa, nem sempre ouvir as palavras de quem tem o que dizer, podem ter um significado maior, até porque em nossa cultura Ocidental, uma grande parte despreza a reflexão interior que promove mudanças em nós mesmos. Isto porque nem sempre queremos reconhecer nossas falhas como o primeiro caminho a ser seguido.

Hoje treinando Iaijutsu, ao ser avaliado pelo Sensei, tive um bom desempenho inicial, mas por um erro na empunhadura da espada, voltei à estaca zero. Nada mais justo. O olhar clínico do Sensei não deixa escapar nada. Portanto, se cometo um erro fatal a vida nos ensina que podemos não ter uma segunda chance senão estivermos atentos ao oponente.

E foi assim que, entre uma ponte separando os 10 anos do início dos treinos com o momento atual,
percebi que a cultura Niten em muito acrescentou ao meu modo de viver, pensar e agir. Mas ainda é preciso aprender mais e ouvir as sábias palavras do Sensei.

Domo Arigato gozaimashita¨
- Galhardo - Unidade Sorocaba



























12-ago-2014

Gashuku 3 - Novidade

"Acredito que o goshinjutsu foi uma novidade para muita gente. Quando eu via os senpais(veteranos) treinando, tinha muita vontade de aprender. Fiz os katas poucas vezes para conseguir aprender e algumas partes simplesmente não "funcionavam".
Acredito que num primeiro momentos ficamos mais preocupados com as defesas e golpes sem a espada e até mesmo com a segurança dos colegas.
Com o Sensei e o senpai Yoshimitsu revisando os katas, orientando e mostrando os detalhes da postura, dos golpes juntos as articulações e como sacar a espada, aos poucos os katas começaram a fazer sentido e funcionar. No final, já não estava mais deixando a espada escorregar da bainha e já prestava mais a atenção para manter distância da espada do colega."
- Ana Lucia (Unidade Ana Rosa)










"Como um relâmpago, Sensei desvia do golpe mortal, agarra o oponente e ,anulando a gravidade ao seu redor, arremessa o inimigo ao chão sem dar tempo para reação o finaliza sem piedade com a espada curta. Memorável foi a execução dos katas ,as técnicas de torções e arremessos que foram mostradas só evidenciam que o caminho do guerreiro é longo e que precisamos treinar, treinar e treinar para quem sabe num futuro distante consigamos também mudar as leis da física como nosso mestre inalcançável." - Siqueira (Unidade Santos)










"Além das técnicas, o jeito do tai-a-tari e dos golpes mais precisos, o ponto alto foram as 2 horas de Kogusoku.
Um treino puxado este, exigindo concentração e disciplina.
Um pequeno diferencial desta vez foi o auxílio ao Sensei pelo Professor Yoshimitsu. Nosso pequeno Professor, atento a todos, enriqueceu nosso treinamento."









07-ago-2014

Gashuku 2 - Sensacional!

¨Achei a experiência do Gashuku sensacional!!!
Como eu sou um aluno com 1 mês de experiencia acho que foi exatamente o que eu procurava pra mim, eu não procurava uma arte marcial eu procurava conteúdo e foi exatamente o que eu encontrei.
Passei a maior parte do tempo conversando com os alunos e fazendo parte das atividades do Gashuku. Quis fazer isso justamente porque eu acredito que conhecendo os alunos poderia conhecer o mestre.
Entrei no Niten com o objetivo de um dia quem sabe nessa vida ou na outra eu possa me tornar um mestre e esse Gashuku ajudou a reavivar meu sonho mais uma vez e me sinto agora mais confiante.
Espero um dia poder retribuir a todos a experiencia que eu tive e fico ainda mais feliz de pensar que é só o começo!¨ 
- Pinto (Unidade Rio de Janeiro)


Estas palavras superaram minhas expectativas e você entenderá o por que:
Um: porque era de se esperar que o motivo maior tivesse sido a busca por lutas, katas e tudo que entendemos por ¨arte marcial¨. Mas não. Ele procurou um algo mais que não fosse a arte marcial: CONTEÚDO. E encontrou.
Outro: todos nós, em certas passagens pela nossa vida temos os nossos sonhos apagados. Problemas acontecem e se não tivermos uma ¨bússola¨ ou uma força maior, desistimos. ¨Ajudou a reavivar o meu sonho¨, se pensarmos bem, este Gashuku foi para ele TRANSFORMADOR.
É motivo para alegrar. Sensacional.























06-ago-2014

Gashuku 1 - Esculpir com Maestria

A previsão do tempo para o fim de semana dizia que seria um Kangeiko. Em japonês, um kan (frio) + keiko (treinamento), ou seja, um treinamento no frio do inverno chuvoso.
O sol veio para nos acenar e o Gashuku então teve o melhor para ser trabalhado: nem tão frio , nem tão quente.
E, como não deveria deixar de ser, o Kenjutsu combate foi amplamente trabalhado.
Com a participação de todos os extremos do continente como os argentinos, gaúchos, paraenses e cearenses acredito que os detalhes que permeiam o Kenjutsu Combate foram alcançados.
A importância de se fazer um Kamae (posição ou postura de combate) correto, impecável e sem erros será a via para a invencibilidade e corrigir é o papel do mestre. No caso aqui, são mais de várias dezenas de Kamae, o que demanda um conhecimento adquirido por décadas.
Os detalhes que foram passados no dia reverberarão a aqueles que estiveram, lembrando que o Kenjutsu combate possui em todo o seu treinamento a busca por uma reverência impecável, um Sonkyo (apresentar armas) complexo e apresentação do Kamae que exige do praticante muita meticulosidade.
Michelangelo entende o que eu quero dizer:



"Assistir ao Sensei corrigindo os kamaes (posturas) de cada um dos alunos, em graduações diferentes e enfileirados foi um momento muito especial.



Ao analisar e corrigir os pés, mãos, cabeça, tronco e a empunhadura dos shinais, o Sensei ia moldando, ou quase modelando uma fileira de samurais prontos para a guerra!



O Sensei fez isso por mais de uma vez, com quarenta, talvez cinquenta alunos, e de um a um era como se o Sensei fosse um general, que esculpia com maestria seu grupo de soldados.



Como replicadores dos ensinamentos do Sensei e do método KIR, presenciar tanto zelo e experiência, como neste caso, é inspirador.



Quem sabe com anos de treino e muitos gashukus, poderemos também esculpir rapidamente os kamaes mais precisos e eficientes que tanto almejamos desvendar!"
-Ivan (Unidade Juiz de Fora)

01-ago-2014

O Céu te vê

"Konbanwa Sensei, Shitsurei shimassu,
Hoje conversei com meu amigo S.K, que é vice presidente da Administração da Associação local aonde treinamos.
Em conversa, comentei que sou aluno do Niten e que pratico Kenjutsu na Associação. Segue comentário dele:

"Kenjutsu é bom! Muito bom! Os alunos tem muita disposição, não só física, mas disposição em ajudar e pela educação. Ele puxa muito na disciplina e na polidez dos alunos, e vejo isso na Associação. Todos vêm, pois os alunos são sempre muito educados e prontos para ajudar.

Fiquei até sem graça e agradeci o elogio. Foi uma agradável surpresa saber que nossas virtudes são conhecidas também fora do Dojo.
Domo Arigatô Gozaimashitá Sensei,por através do treinamento e disciplina sermos reconhecidos como exemplos de educação e prontidão dentro e fora do Dojô.
Sayounará " -
Kenji (Unidade Ana Rosa)

Dizia se que um pescador jogava tarrafa as escondidas na aldeia de Akogui (um local proibido para tal pratica), quando não havia ninguém.
Com o tempo e não se sabe por quê, a sua fama tomou conta não só da própria aldeia, mas da enseada inteira.
Chegou a tal ponto que utilizamos até nos dias de hoje, o termo ¨tal elemento é de Akogui¨, indicando um tom pejorativo a tal pessoa.
Se por um lado, há elementos que seguem a risca os ensinamentos, existem outros que, de maneira ¨torta¨, desvirtuam e são expulsos.
Por isto, não se iluda.
Se você for um desses que ¨joga a tarrafa¨ na calada da noite, o céu está te vendo e um dia toda a sua mentira virá à tona.




"Komei Seidai: Publicamente Transparente e Estritamente Correto"


Agradeço aos meus alunos que praticam os ensinamentos à risca. 

30-jul-2014

Hidensho 49 - Lapis lazuli x Vidro

¨No treino de hoje (22 julho), tive a oportunidade de lutar contra o Sensei e, como sempre que isto acontece, aprender muito.
O Sensei estava lutando com Naginata (alabarda), e eu com Nito (duas espadas). E foi muito bom!
Fiquei ao mesmo tempo surpreso e maravilhado com a sutileza do Sensei ao lutar com a Naginata! Um, dois, dez golpes certeiros no meu men (crânio), kote (antebraço) e dô (flanco). Golpes serenos, precisos e arrasadores! Foi possível notar tanta diferença entre o kamae (empunhar), a movimentação, os golpes e a postura do Sensei e o meu modo de lutar...
Pude refletir e perceber, naqueles instantes, as correções que o Sensei quis me mostrar: as minhas falhas no meu modo afobado, curto e tenso de lutar com a Naginata. É incrivel como o Sensei, em breves momentos, ensinou tanto!
Pude enxergar, novamente, que o caminho é longo. Mas é bom!
Agora, é colocar em prática tudo isso que o Sensei me ensinou! Domo arigatou gozaimashita, Sensei, por esse momento e lição preciosos! ¨
-Amargos (Unidade Sumare)


Amargos é um desses alunos que em encarnações passadas deve ter entrado em combate com uma naginata.
Este deve ser um dos motivos que nutre interesse e predileção especial quando combate com tal arma e assim sendo, o poder de perceber os ensinamentos só amplia a cada golpe que lhe é desferido (leia se ¨ensinado¨).
Foram 2 minutos de aula e o que me deixa satisfeito é que ¨captou¨o que eu lhe passei sem eu precisar dizer uma palavra. 
Alguns como ele, ávido em conhecer os mistérios do combate, aprendem. 
Outros, que preferem não sair da sua zona de conforto, fogem.
A diferença entre os guerreiros se faz como do vidro para a lapis-lazuli, tema dos Momentos de Ouro desta semana e do próximo Gashuku.



¨A Lapis-lazuli¨ 




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